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História da Cidade

Na rota dos desbravadores vindos da foz do Rio Doce estava um grande afluente desse rio à esquerda, mais tarde denominado Rio Manhuaçu. Seguindo o curso desse rio, tem-se a rota feita no século XIX pelos primeiros habitantes de origem não-nativa da região, onde mais tarde se situaria a cidade de Santana do Manhuaçu. Na freguesia de São Simão, nasce o povoado que daria origem a Santana do Manhuaçu, composto em sua maioria por imigrantes Portugueses e Italianos provenientes do sul da Zona da Mata e do Rio de Janeiro que ali começaram a se estabelecer por volta de 1870.

Inicialmente foram erguidas duas capelas. Uma em honra de Santa Ana, em 1878, em um terreno doado um casal de devotos italianos que estavam entre os primeiros moradores e outra a Santo Antônio, por imigrantes portugueses, terminando por prevalecer e restar apenas a capela dedicada a Santa Ana, que viria a se tornar a padroeira da cidade.

É possível também creditar a ocupação da região justamente a busca pela ocupação que os Estados do Espírito Santo e Minas Gerais promoveram a partir da segunda metade do século XIX. Os capixabas avaçaram da costa até as margens do Rio José Pedro e os mineiros do interior, vindos do sul da zona da mata até a margem do Rio Manhuaçu, e a partir de 1859, tem-se os primeiros conflitos na região, a respeito da jurisdição das províncias de Minas Gerais e Espírito Santo. O povoado de Santana do Manhuaçu ficava bem no limite da região do Contestado do sul do Rio Doce (Disputa de terras entre os estados do Espírito Santo e Minas Gerais), vez que até 1914, persistia controvérsia acerca da Jurisdição Provincial/Estadual acerca dos Municípios vizinhos de Ipanema, Aimorés, Mutum, São José do Mantimento, Lajinha e Chalé, já que a Carta Régia de 1816, que definia as fronteiras entre Minas e Espírito Santo era extremamente imprecisa.

Esse fluxo migratório, ao contrário de muitos que insistem em atribuir à necessidade de abastecimento da região mineradora do ciclo do ouro, deve-se na verdade à decadência do ciclo do ouro em Minas Gerais, pela necessidade de se buscar novas atividades econômicas. Tanto que a região só começa a ser efetivamente povoada nos primeiros anos do Império. Inicialmente a cidade recebe a denominação "Santana" em função de uma das primeiras habitantes da região, uma senhora católica devota de origem italiana que mandou erigir uma capela em honra a Santa Ana.

Cumpre-se salientar que, ao contrário do restante da região, que desenvolveu sua economia com base no trabalho do imigrante, principalmente Alemães, Italianos e Libanes, baseando-se na mescla da agricultura familiar com pequenos núcleos de escravidão, Santana do Manhuaçu constituiu um razoável núcleo de escravidão da região em função de sua lavoura canavieira e cafeeira, apesar de contar também com a imigração Italiana e Portuguesa.

Em 1890, ao se tornar distrito de Manhuaçu, o povoado é denominado Santana. Com a divisão administrativa do estado, em 1911, passa a ser chamado de Santana do Manhuaçu, em uma referência ao Rio que corta a cidade. Em 1943, torna-se distrito de Simonésia até que, em 1962, é emancipado.

Em 1992, a cidade de Santana do Manhuaçu é elevada a sede de paróquia da Diocese de Caratinga, por Dom Hélio Gonçalves Heleno, bispo da diocese.

Aniversário: 20 de Dezembro | Dia 26 de Julho (dia da Padroeira)

Fundação: 1 de Janeiro de 1962

Gentílico: Santanense do Manhuaçu