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Segunda, 04 Maio 2015 09:41

Curso de medicina alternativa é oferecido a mulheres de Santana do Manhuaçu

Boldo, marcela, cambará, funcho, hortelã. De bom para dor de cabeça e de estômago a calmante e mata-piolho... uma diversidade de aprendizados vividos pelogrupo de mulheres da Comunidade Lanço Grande, em Santana do Manhuaçu, no curso de medicina alternativa realizado na sexta-feira (24/04). 
Vera Lucia Ferreira, agricultora familiar de Paula Cândido e atendida pelo Projeto Mulheres e Agroecologia em Rede, ministrou o curso de plantas medicinais. Ela, há mais de 10 anos, trabalha o resgate da cultura e sabedoria popular através das plantas e vê essa opção de vida como alternativa viável para as famílias melhorarem sua renda. “Se você pega uma planta na horta e faz um chá, não trouxe dinheiro para casa, mas deixou de gastar com a farmácia. Isso é saúde e também é agroecologia”, ressalta Vera.
 
No primeiro momento do curso houve um espaço de compartilhamento de histórias sobre a efetividade do uso das ervas para curar doenças e melhorar a qualidade de vida. Vera Lucia contou que após ter passado por muitos médicos, a medicina alternativa a curou de uma grave doença. Sempre associando a religiosidade e a fé ao processo de cura, ela afirmou que “graças às plantas e à terra que Deus deixou eu estou aqui”.
Após os relatos, a atividade de reconhecimento das plantas, suas funções e formas de utilizações ganhou lugar. Distribuídas cartilhas a cada participante, o terceiro e último tópico desenvolvido no curso foi a análise minuciosa do livreto, que continha uma extensa lista de plantas, uma espécie de dicionário de ervas medicinais.
 
Ao final, satisfeitas com o dia de trocas de saberes, todas as mulheres quiseram levar para suas hortas as mudas utilizadas na oficina. “Aqui a gente pode tirar as dúvidas e conhecer mais as plantas. Eu gostei demais de saber para o que serve cada plantinha e como é que faz os chás”, relata a lavradora da comunidade Lanço Grande, Maria Aparecida Freitas Antunes.
 
Está pré-agendado para o próximo mês de maio um segundo módulo do curso que pretende abordar com profundidade o uso da terra, em forma de argila, para curar doenças. 
 
 
 
 
Fonte: inajanews